.mais sobre nós

.pesquisar

 

.Março 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
22
23
24
25
26
27
28
30
31

.posts recentes

. No fundo do mar

. Quando vier a Primavera, ...

. Senhor Elefante

. Dedicado às crianças

. Feliz Dia da Mãe

. Quando as crianças brinca...

. Poemas da Mentira e da Ve...

.arquivos

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

.tags

. todas as tags

.Visitas

Web Site Counter
Free Counter
blogs SAPO
RSS
Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

No fundo do mar

No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.

 

 

 

Sophia de Mello Breyner Adresen

tags:
publicado por lú às 20:47
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Quando vier a Primavera, Alberto Caeiro

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.  
O que for, quando for, é que será o que é.

tags:
publicado por Lita às 20:03
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Senhor Elefante

Senhor elefante
É muito trombudo.
É pouco elegante
E muito orelhudo.

Mas bichinho simpático
E bem brincalhão,
Até faz ginástica
Sem cair no chão.

 

 

 

 

 

 



 

publicado por Lita às 20:44
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Dedicado às crianças

Já fui sonho... projecto ... feto...
Hoje, sou como o raiar de um novo dia,
O brotar de uma semente,

O desabrochar de uma flor!

Sou como uma doce melodia,

Com autor e partitura,
Só preciso que me "toquem" com ternura,
Para que eu possa ser gente!
Do bem, quero ser sempre contexto,
Não nasci para ser avesso!
Sou portador de sol,
Trago luz,
Alegria e esperança,
Afinal sou criança,


Walter Pimentel
Isabel Guerreiro
publicado por Lita às 20:35
link do post | comentar | favorito
Domingo, 4 de Maio de 2008

Feliz Dia da Mãe

Sou pequenina,

do tamanho de um
.

 Trago o papá no

e a mamã no meu
.




mamã gata com os seus filhotes...
sinto-me:
publicado por lú às 20:40
link do post | comentar | favorito
Sábado, 26 de Abril de 2008

Quando as crianças brincam, de Fernando Pessoa

Quando as crianças brincam
E eu as oiço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.

E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.

Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no coração.

                                    


publicado por Lita às 15:07
editado por lú às 19:29
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Poemas da Mentira e da Verdade, de Luísa Ducla Soares

Tudo de pernas para o ar
Numa noite escura, escura,
o sol brilhava no céu.
Subi pela rua abaixo,
vestido de corpo ao léu.
Fui cair dentro de um poço
mais alto que a chaminé,
vi peixes a beber pão,
rãs a comerem café.
Construi a minha casa
com o telhado no chão
e a porta bem no cimo
para lá entrar de avião.
Na escola daquela terra
ensinavam trinta burros.
O professor aprendia
a dar coices e dar zurros.

Rei, capitão, soldado, ladrão
Rei, capitão,
soldado, ladrão,
menina bonita
do meu coração.
Não quero ter coroa,
nem arma na mão,
nem fazer assaltos
com um facalhão.
Quero ser criança,
quero ser feliz,
não quero nas lutas
partir o nariz.
Quero ter amigos
jogar futebol,
descobrir o mundo
debaixo do sol.
Rei, capitão,
soldado, ladrão,
não.
Mas quero a menina
do meu coração.

Poemas da Mentira e da Verdade
Luísa Ducla Soares
sinto-me:
publicado por lú às 22:12
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

.links

.Memórias


.Online

who's online